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sábado, 3 de março de 2012

PREPARAÇÃO DE BETH GOULART PARA ENTRAR EM CENA

Já faz um tempinho que Beth Goulart concedeu esta entrevista ao Canal Teatro, mas como estamos recebendo muita gente nova para CURSO DE PREPARAÇÃO DE ATORES, achei interessante postar essas declarações da atriz sobre a preparação para interpretar Clarice Lispector em "Simplesmente eu".


Ao mesmo tempo que ousava desvelar as profundezas de sua alma em seus escritos, Clarisse Lispector costumava evitar declarações excessivamente íntimas nas entrevistas que concedia, tendo afirmado mais de uma vez que jamais escreveria uma autobiografia. Contudo, nas crônicas que publicou no Jornal do Brasil entre 1967 e 1973, deixou escapar de tempos em tempos confissões que, devidamente pinçadas, permitem compor um auto-retrato bastante acurado, ainda que parcial. Isso porque Clarice por inteiro só os verdadeiramente íntimos conheceram e, ainda assim, com detalhes ciosamente protegidos por zonas de sombra. A verdade é que a escritora que reconhecia com espanto ser um mistério para si mesma, continuará sendo um mistério para seus admiradores, ainda que os textos confessionais possibilitem reveladores vislumbres da sua densa personalidade.
Pedro Karpe Vasques

Clique AQUI e assista
"Simplesmente eu" com Beth Goulart

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

KASSAB PROÍBE DOAÇÕES DO PÚBLICO A ARTISTAS DE RUA


"Todo artista tem de ir aonde o povo está..." já dizia o poeta.

Mas parece que o prefeito da capital paulista não concorda muito com o que cantou o grande Milton Nascimento. É que Kassab decidiu passar por cima do direito de ir e vir dos cidadãos da cidade de São Paulo e proibir as doações, que são voluntárias, aos artistas que levam um pouco de "colorido" às ruas acinzentadas daquela metrópole. Vale lembrar que os artistas de rua não cobram pelos seus "serviços", como argumenta o insensível alcaide, dizendo que aqueles nobres agentes culturais estão usando espaços públicos para benefício privado. Vemos que essa a de alguns políticos em acabar com as manifestações culturais legítimas, ao invés de oferecer apoio através de políticas públicas, que é o que esses "nobres" homens deveriam estar preocupados em fazer, até porque este é um direito garantido na Constituição Federal. Essa atitude autoritária e totalmente sem noção fere não apenas a questão de sobrevivência daqueles artistas que precisam comer, vestir, comprar o leite para seus filhos, mas fere igualmente o valor simbólico das artes, que tanto foi defendido pela ONU, pela UNESCO e amplamente debatido e deliberado na 2ª Conferência Nacional de Cultura e também nas suas instâncias Estaduais e Municipais.
Abaixo ao autoritarismo e ao desrespeito aos artistas e ao fazer artístico

Clayton Campos

Leia mais sobre o assunto clicando AQUI.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

DIA INTERNACIONAL DA DANÇA


Ballet clássico ou contemporâneo... dança de rua ou de salão... catira ou samba de gafieira... ritual ou diversão... na ponta das sapatilhas ou na boquinha da garrafa... não importa. O que realmente importa é que hoje, dia 30 de abril é o DIA INTERNACIONAL DA DANÇA e eu não poderia deixar de falar dessa arte que  fez e faz parte da vida de todo ser humano. Mas não vou falar do mundo, vou falar da nossa cidade, da nossa dança. e para falar da "nossa dança" tenho que lembrar de algumas pessoas como a Vanessa Molina, grande coreógrafa com a qual tive a oportunidade de dançar em alguns de seus espetáculos e também de integrar o corpo de artistas da Cia de Teatro e Dança, que infelizmente, após muitos ensaios, o grupo se desfez e não chegou a apresentar nenhum espetáculo. Na época a Cia era dirigida pela Vanessa e pelo Ediney Gusmão. Outra pessoa que não podemos esquecer é a sempre sorridente Silvinha Gomes que também tive o prazer de participar de alguns de seus espetáculos. Bons tempos aqueles! É claro que antes delas existiram outras pessoas e outras  manifestações de danças, mas a dança para mim foi marcada inicialmente por essas duas maravilhosas profissionais e amantes dessa arte, com quem passei noites em claro, montando cenários e afinando iluminações para os espetáculos. Um abraço também à Ligia Joaquim e à sua equipe que competentemente tem continuado o trabalho iniciado pela Silvinha. Outra manifestação marcante para mim foram os "meninos do Rap", assim conhecidos aqueles artistas quase anônimos que dançavam nas varandas do Centro Cultural Dr. Edílio Ridolfo ou no coreto da praça João Mariano de Freitas (na época ainda era a Praça do Jacaré). Me lembro com tristeza da maneira preconceituosa que esses dançarinos eram tratados, sendo chamados (maldosamente) de enceradeiras, em razão das evoluções que faziam, com maestria, girando seus corpos apoiando no chão apenas com vossas cabeças, ou girando ainda em volta de um eixo imaginário com as costas no chão. Bem, esse é um universo de infindáveis histórias, e não caberia aqui, nem me atreveria a tentar "historiar" sem maiores estudos a dança na nossa cidade. Quero encerrar este Post com uma lembrança boa da saudosa Deise Iglésias, que sempre amou a dança e com quem também tive o prazer de dançar.

Um beijo à todos os "dançantes" de nossa cidade!

Clayton Campos

quarta-feira, 2 de junho de 2010

"É ASSIM QUE EU QUERO O BRASIL"

TT Catalão (Secretário da Cidadania Cultura- MinC) e Clayton Campos (PdC E.LiTe)
Música... Tambores... Teatro... Performance... Contadores de histórias... Capoeira... Artesanato... Violinos... Cordel... Cortejo... Cultura... Conversas... Índios... Costumes... Sotaques... Diferenças iguais...


Foi mais ou menos assim o que eu vi, em Fortaleza, no final de março e começo de abril quando fui participar da Teia Nacional do Pontos de Cultura. Sim, isso mesmo, esse monte coisas, tudo misturado. Não tenho palavras para descrever a não ser essas: "Simplesmente incrível!". Uma junção de tudo que é bom de todos os cantos do Brasil. Foi um exemplo de que a força do nosso país está na cultura, e na cultura do povo, na cultura de todo brasileiro. Nesses dias em que fiquei na cidade de Fortaleza pude conhecer mais da minha terra, pude conhecer pessoas de todos os cantos e de todos os jeitos. Vi aquilo que sempre sonhamos aqui em nossa cidade (Jales/SP) mas que parecia estar muito longe de um dia acontecer. Vi a mistura do violino com o berimbau... Vi o poder do pandeiro quando um jovem passou ao lado de um senhor de mais ou menos 80 anos pediu para ver o istrumento e quando percebi, ali, nos degraus da escada do refeitório estava acontecendo um "show", e aquelas duas pessoas que nunca antes haviam se visto cantavam junto uma ciranda ao som daquele milagroso pandeiro. Assisti ao show do Fagner no Complexo Cultural "Dragão do Mar", assisti ao show do Chico César na praia de Iracema todos lotados de gente de toda a parte do Brasil e, talvez nos dias de hoje seja difícil de acreditar, mas não vi nenhuna briga, nenhum desentendimento, nem um empurra-empurra como acontece (sem querer ofender) nos jogos de futebol e nas festas de peão. Após os eventos artísticos participamos também do Fórum Nacional dos Pontos de Cultura onde de uma maneira democrática pudemos debater e definir qual é a melhor política para a nossa cultura, de tal forma que atenda ao bem comum.
Vou me ater a estas palavras, pois ja apaguei e reescrevi este texto algumas vezes, a ainda acho que está faltando alguma coisa, pois é tão difícil transpor paras as palavras tudo aquilo que eu e as pessoas que estiveram lá pudemos experimentar.
Aos Pontos de Cultura que não participaram das Teias (Regionaias, Estaduais e Nacional) fiquem atentos, pois vale realmente a pena.

Abraço à todos!
Clayton Campos
Coordenador do Ponto de Cultura
Escola Livre de Teatro de Jales/SP